Vidas Ocultas

Fantasmas distorcem teus passos
Ruem a muralha dos teus mapas mentais .
Figura em teu corpo uma nova chaga, que parece
Tê-la com vós a muito e oculta.
Não vivia num bosque outrora, e agora então,
Que a dor cresce – sem ter fim – qual será a profundidade
Do teu abismo?
Teu corpo corrompe-se num agora inútil,
Frágil, triste e acuado. Esconder-se de Titãs, os quais você mesmo os
Criou, alimentou, ensinou tua dor e mostrou-lhes todas as tuas
Fraquezas.
Correr, em vão tentar.
Correr, assistir tua própria decadência vil.
Correr, pra qual lugar.
Apenas, correr, então?
Numa estrada um brilho distorce teus olhos húmidos.
Continua a correr? Já lhe revelei, em vão tentar.
Não és um mero brilho a iluminar, mais que isso
Fonte geradora, globo Lunar que marca teus passos.
Tamanha dor percorrendo teu corpo:
São teus osso quebrados, você os sente assim.
Noite escura árvores tão sombrias quanto o teu momento
O vento soa tão auto que canta tua dor, pássaros negros
O aguardam: será um banquete, e estás convidado...
Pois serás parte do cardápio
Teus devaneios impedem de enxergar a realidade!
Distorcida
Você permanece deitado em seu quarto no sono
Agitado
E vive uma outra essência tão real quanto a vida.
A dor cala-te a voz...
Há seres lhe assistindo, e os sente tão próximos de ti
Que choras
Os alimenta de dor
Queriam até ver você findando
Mas perderiam o banquete.
E corre, dá para escutar teus passos velozes
De desespero
Um estrondo e acorda com coração acelerado
E teu corpo suado
Ainda tens a lembrança,
Apenas não podeis acreditar que viveu essa outra vida
Levanta, pega o copo
A garrafa e despeja
O copo cheio, desce o gole
O wisk acende teu corpo
E o isqueiro teu fumo
A fumaça penetra em teu corpo pela boca
Queima a lembrança
A noite fria pela janela, na esquina um poste ilumina.
E há... Um alguém o olha, vira-se e segue –vai embora-.

Em Algum momento de 2007 à 2008

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