Do que foi Amor

Um sorrizo plático e vejo seus olhos em mim.
No mar, poucas ondas distantes.
O Sol e os barcos só fazem parte, objetos que não animão e são animados:
por seus marinheiros castigados pelo outro que quem governa a cada rotação são as horas.
Penso em muitas coisas e amanhã a estrada se definirá para caminhos que não sei para aonde vou, o que serei.
O canto dos pássaros e tudo que passou, eu sonhei.

07/10/2005
Guilherme Souza Pinto
Expressar amor(...)
Agonia e êxtase, o amor...
Romântico és celeste ou infernal,
na carne fere; estigmas eternos, imortais...

Outubro de 2006
Guilherme Souza Pinto

Pequena Homenagem

Cigarra de belo canto por que levastes;
levastes Cecília,
Cecília de belas palavras,
de belas escritas.
Porque levaste, cigarra, Cecília.

40 anos sem Cecília Meirelis
08:21 11/11/2004
Guilherme Souza Pinto

Olhos de lança

A nobreza que advém da lança.
Na volúpia da escuridão percorre e ao seu lado está agora Protetor, sua lança o guia leva-o aonde só ele “vê” e o Protetor se afasta sem deixá-lo escapar, ainda o traz em pensamento. Seus olhos, a lança, tocam o chão precedendo cada passo continuando a guiá-lo, será que no escuro há vazio?(...)
No silencio ficam os gritos, quem será Protetor?(...)

Guilherme Dias, 11/12/2010

Vem de Seus Olhos

Ondas de um verde mar para quem enxerga o horizonte:
esse caminho por entre seus olhos;
e se esconde, camufla-os, hirtos são!
E horizonte.

A Sabedoria de um andarilho não apontaria o caminho com exatidão;
nem tão pouco um oráculo.
Mitológico tornou-se um "monstro"
que exala aroma e luz, e seduz a quem procurar encontrar resposta:

a encontrar; não palavras,
mas esse ser que seduz e não tem piedade de quem ama.
A conduzir; leva ao abismo:

um mundo sem vê-la,
mas se um dia eu chegar a tê-la em meus braços,
talvez um sonho: que vem de seus olhos.

11/06/2005 às 15:30
Guilherme Souza Pinto

Viagem Astral

Meu corpo está parado, imóvel, em completa inércia: não sinto mais meu coração bombear, minhas artérias não pulsam, a respiração se torna ausente.
Minha Mente cai a uma velocidade imensurável adentro desse abismo, tudo se aflora, os sentimentos se confundem, pois são confusos. E agora não sei onde estou, a volta há todas as paixões, pessoas, objetos, animais, toda a minha vida... Até mesmo Ayrton Senna lá se encontra para matar a saudade daquele menino, hoje homem e que o venerava mais do que tudo. Gandhi vem a mim, converso com Buda, aperto a mão de Jesus Cristo, estou à mesa com Hitler e Vargas... Tento ditar ordens a Mim mesmo sem resposta, não estou no poder. De repente me encontro num palco tocando e cantando com Elvis, Renato Russo e Marcelo Fromer, e tantos outros celebres músicos como Beethoven e Mozart.
O cenário mudou mais uma vez, ficou tudo fora do lugar, cortina de fumaça, Kamikazes ao ar, trincheiras, granadas, submarinos, A Bomba Atômica explode sobre mim e meu corpo se incendeia e em uma fração de segundos tudo se deteriora. Todos os Sonhos de uma vida tornam-se alvo de pura insanidade. Não mais existimos, apenas em olhos e em lembranças, desejos e promessas que jamais poderão ser cumpridas.
E quando a esperança havia acabado, eu retorno ao meu mundo triste, sei que tudo passou de um sonho no qual desejara a morte por não poder estar a teu lado.
A felicidade pinta, a tristeza destrói , corrói e é ela que se torna um patrimônio da Humanidade.

Guilherme Souza Pinto
04/10/2002 Por volta das 14:07

As Manchas Solares

Essas indagações, essas atitudes
quando se pensou remover o que estava escrito,
as marcas de tinta não saiam mais
então tentar compor novas frases
para se corrigir as escrituras

não se fazia possível mais,
pois no papel espaços não havia
a tinta de caneta não pintava as letras
que, de tremulas as mãos,
não saiam

Essas indagações, essas atitudes
o que fazer com tantos fatos obscuros, perguntas:
Perguntas sem respostas
Onde buscar amparo sem saber como pensar.

E eu me perco em meio às letras
Mas de certo que o sol irá brilhar,
E suas manchas irão passar
Alguma hora em meio à tempestade

Essas indagações, essas atitudes quando se pensou...

Guilherme Souza Pinto
Abandonastes este que sou... Tua presa.
Telhados outros pertences agora
o caminhar das patas tuas
Deixastes numa noite escura e fria
E a espera do teu miado
Fizeste de mim quando preso em tuas garras
teu servo e amante
E esse meu agora era todo do teu
e você esquecestes meu caminho -teu caminho-
onde estas clama meu pensar
num tolo e desesperado devaneio
reclamar tua presença em vão torna-se,
pois teus passos evitam não dão socorro
suspiro meu terror,
olhando telhados e janelas (umas acesas)
observando seres enamorados
espero teu miado
lembro teu olho figurado no meu corpo
cravejando meu penar teus olhos
fitavam era meu pensar
era minha dor
era todo meu temor sem teu auxilio
sem teu socorro
Exauriu, a sucumbir meu corpo sedento do teu tocar
De observar a noite em vão minha janela
aberta permaneceu a ranger com vento
Teu miado não acordou meu sono, não se fez presente
a entrar por ela. Meu ser calou, onde estas agora.

18 de março de 2007
Guilherme Souza Pinto

O Caminho da Despedida!

A água corre a que velocidade?
O Vento move a folha o galho...

O Tempo estar em que velocidade?
Minha veste molhada -minha pele-
quando começou a chover?

Se não sinto mais meu coração bater,
será que ainda Vivo?

Acelero um pouco mais e o que não enxergo?
O Fim da estrada...
Numa viajem sem rumo pra onde eu seguia?

Guilherme Dias, 06/04/2009

Percutindo

Eu escutei teus passos
................... teus passos distantes,
........................................ distantes passos.
Escuto teus passos
............. teus passos distante,
.................................. distantes passos.
Caminhos, inesperados, nos levaram a isso:
................... distantes passos.
Eu acordei distante
................... distante demais,
..................................... mas ouvia teus passos...
E ficou em mim teus passos
............................ teus passos
............ em mim
............ em mim teus passos ficaram.
Meus caminhos não sei se são errados;
mas, vejo as pegadas que nos levaram a isso,
e são de nossos passos que ficaram distantes
............................................................. distantes demais.
.............................................................................. Passos bem longe

04/03/2005 à 26/03/2005
Guilherme Souza Pinto
Corpo Sangrando...

Ouço tantas vozes chamar-me
Vejo contornos, esses são vultos
Ouvindo melodias, essas são vozes: num tom intumescido.
Ele, quem ouve, vai seguindo caminho, mais uns passos...
Há uma fraca luz que hora se apaga, e se vêem seres por todos os lados
Que o calam.
Ele apenas uma pobre voz, mero pedaço é carne.
Não foi a luz que se apagou, e sim seu próprio brilho a deixar de iluminar...
Aqueles seres manipulam-no gerando devaneios, então que perde a realidade.
Agora são mil luzes estas que tocam-lhe a testa suada, mas sem perceber ao Maior Brilho
Continua segue caminhando em Pleno Escuro, como quem busca algo a se apoiar...
Sente... Dores... Dores...
Intensificam-se dores!

Cai Então, apenas um corpo cansado, estatelado feito um copo.
Quem o vê sabe... Um copo quebrado.

Um Pobre corpo tão fraco está corrompido, não se sustentará novamente, todos dizem
E o vêem assim: num agora imóvel, frio, seco, sem vida, parado.

E vêem, caem gotas em tez pálida e fria, é ouvido um sussurro, uma voz um chamado...
Tempestades elétricas e das nuvens o choro de todos Os Deuses caem de forma Bruta
E parecem purificar aquele corpo dando nova vida.

Um corpo Morto inundado
Um elixir que o faz ter vida
Assim parece até aos que o assistiram.
Mas ainda sim sem força e cambaleante percorre estreitos caminhos
E continuam sussurros, chamados, e caminha
Está inconsciente em passos tropesantes, mas quem o viu há séculos
Parado, frio, pálido, sabia era morte...
Agora estando a caminhar – arrastado- segue involuntário escravo dos passos.

O aguardam há muito.
Estando frente à porta vista do claustro seus olhos seguem-na e olham os passos que ficaram.
Compreender o que antes não entendia, estender a mão abrir a porta, percorrê-la e fechar.
Então, fala! Aqui estou como num labirinto, à ante-sala de minha sela.
Ter deixado a vida, num sussurro, era feito Atal aquela temível àquela e
Que teria penetrado no jardim dela.

Guilherme Souza Pinto 01/03/2007
Impactante, trazer amor perdido.
É duro ainda carregar alguém que não mais estar,
Mas nos faz crescer
Árduo encontrar alguém que não carregue alguém que se foi.
Superar?(...)
Não existe essa tal superação
o que há é transformação, metamorfose...
Somos feito borboletas que se encasularam antes de serem o que são
Quando voltamos à luz do sol
Somos diferentes do que éramos e até podemos voar
Mas o casulo geralmente é profundo e escuro
Muitos não voltam, pois se perdem e quando percebem se é que percebem
Estão descendo o abismo
Já outros não suportam ver a luz assim que se libertam da escuridão
Tropeçam e caem pouco após
E assim se segue
Poucos Voam