Acordei agora, não era um sonho bom... O torpor ainda dominante, sentia tua falta.
Desperto vi você bem lonje de mim, eu triste assim.
Buscava entender o que aconteceu, entender você, desisti de me entender.
A Dor cortante, sinto-a na carne. E sinto teu corpo esculpido dentro do meu.
A tua voz ainda ecoa na canção.
Despedi-me, mas sou eu quem não quer ver partir; contraditório, anjo ferido:
sucumbindo à dor que já não dói só em mim.
19/05/2007
Guilherme Souza Pinto

Algumas Coisas

Acelerado e imprimindo seu ritmo a mim...
Um arrepio...
Meu corpo estremecido e percorrem-me ondas
Há algo em mim querendo sair
Tento acalmar meu corpo
Não conseguirei me conter por muito mais tempo
O ponteiro do relógio girando não posso mais ver, eu sei
Então só posso gritar
Estou liberto ou escravo do que estava aprisionado
No meu âmago e talvez eu ainda não saiba o que isso
Queira dizer
Será que você pode me traduzir
Repete
Repete
É o mesmo momento de antes
Eu pensei...
Vamos buscar algo mais
Dependo de várias respostas
Vou perdendo a consciência
Meu corpo é apenas mais uma máquina
-Escrava- e esta se corrompendo
Mas talvez você possa me trazer um pouco mais de alegria
O que eu disse? Não sei se era bem isso que eu tinha a dizer.
Vem buscar o que sobrou
Prossiga
Tudo que eu pensei descobrir, apenas reprise que continuará.
Talvez perda de tempo
O eco aumentado...
Guilherme Souza Pinto 13/06/2008

A SENDA A ESCURIDÃO

Todo guerreiro tem um ponto fraco e por que você não seria o meu.
Sendo ferido covardemente por você a golpe sem dó nem piedade eu vi meu corpo ir de encontro ao chão e minha mente ao inferno.
O tempo estagnou, só um pensamento reinava e passei a me perguntar que erro eu haveria cometido, que defeitos eram esses, o imperfeito faz parte de mim.
Em meio a conflitos e tempestades ressôo uma voz que dizia sobre o defeito estar em quem não sabe e espera por um sonho.
Então percebi que tudo realmente estava acontecendo e não era uma ilusão. Minha mente evoluiu até o supersubconsciente e o tempo não teria parado, mas sim eu estava e minha mente era a velocidade da luz: foi por isso que o tempo não corria, pois eu o havia superado. Não havia cores capazes de se configurar. Eu me tornava o senhor de mim e fui de encontro ao temido ser daquele estabelecimento que minha mente se encontrava.
Chegando-la eu disse a esse ser que jamais eu o teria presenteado com a intenção de comprometê-lo, não fiz esperando gratidão ou algo em troca, mas sim fiz para meu ego.
Eu não seria capaz de te culpar, pois você não teria a obrigação de corresponder aos meus anseios.
Eu não queria o sim, mas sim a razão para o não. Uma razão lógica e não frases feitas que impediram o nosso duplo renascer.
Empunhei a espada e ordenei o confronto, o confronto final e em um só ataque eu me condenei à solidão e vaguei em direção a punição e o senhor dos senhores onipotente, onipresente aplicou o seu castigo e passei a existir apenas no passado como um garoto, um homem, um alguém...

05-11-2002
Guilherme Souza Pinto