Partiu-se o encanto,
proclamou-se a angústia
e -desabada estando-
a vida arritimou-se.

Os meus passos, na escuridão,
eu não os vi ficar esquecidos
ao frio da noite,
cuja cinza se fez.

Em seu manto negro, acolhia-me a lua;
retalhando ao meu corpo, escondia-se.
Tentei achar o caminho,
em pleno vazio, buscar respostas.

O silêncio não omitia, afligia-me o que sentia.
Sem seu afago, minguava o brilho: a lua não existia...

Em flagelos 16/05/2004
Guilherme Souza Pinto

Marcas de Nanquim

Nem tudo está ao meu redor.
O chão de barro carrega as marcas de passos,
de meus passos
e ficam meus passos.

A chuva lavando a alma,
mas não apaga, não apaga
e ficam os meus passos.
Meus Passos, e ficam os meus passos.

Mesmo sem usar os erros:
a vida pede um pouco mais, calma...
Minhas crenças e eu estamos aqui sozinhos.

E nem sempre lá se vão as marcas
e o que não passa deixaste, não são os meus passos,
são as marcas que a vida não apagou.

De 29/11 ao dia 09/12 de 2004
Finalizada 09:29
Guilherme Souza Pinto