O CORTIÇO DO MUNDO

Olhe pela janela e veja a vida. A vida que flori, a vida que cresce, a vida que inapetece.
Olhe para fora e veja a destruição: lá estar à explosão. Veja a criança que pede um pão, olhe ao redor e veja seu irmão sem chão, olhe não é ilusão a criança estar à venda você pode pagar ela não.
Não desista olhe e não será em vão verá solidão, prisão, manipulação.
Olhe e veja o menino que não consome pão, mas sim cola e pede esmola.
Não pare de olhar, pois isto na vida é o que há.
Não fuja, busque: busca uma solução é tão fácil pedir por perdão.
Não cuspa no chão e finja que sente tesão, pois ali há mais um ladrão.
Não corra sofra há um velho querendo sopa e olhe as moscas que consome aquela carne tosca.
Levante isto é em vão indigente ou não, não sofrerão.
Olhe para o mundo e veja a população, humana ou não morrerão.

12-12-2002.
Por favor não feche a janela e empeça os outros de ver o cortiço do mundo.
Guilherme Souza Pinto.

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