Abandonastes este que sou... Tua presa.
Telhados outros pertences agora
o caminhar das patas tuas
Deixastes numa noite escura e fria
E a espera do teu miado
Fizeste de mim quando preso em tuas garras
teu servo e amante
E esse meu agora era todo do teu
e você esquecestes meu caminho -teu caminho-
onde estas clama meu pensar
num tolo e desesperado devaneio
reclamar tua presença em vão torna-se,
pois teus passos evitam não dão socorro
suspiro meu terror,
olhando telhados e janelas (umas acesas)
observando seres enamorados
espero teu miado
lembro teu olho figurado no meu corpo
cravejando meu penar teus olhos
fitavam era meu pensar
era minha dor
era todo meu temor sem teu auxilio
sem teu socorro
Exauriu, a sucumbir meu corpo sedento do teu tocar
De observar a noite em vão minha janela
aberta permaneceu a ranger com vento
Teu miado não acordou meu sono, não se fez presente
a entrar por ela. Meu ser calou, onde estas agora.

18 de março de 2007
Guilherme Souza Pinto

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