A SENDA A ESCURIDÃO

Todo guerreiro tem um ponto fraco e por que você não seria o meu.
Sendo ferido covardemente por você a golpe sem dó nem piedade eu vi meu corpo ir de encontro ao chão e minha mente ao inferno.
O tempo estagnou, só um pensamento reinava e passei a me perguntar que erro eu haveria cometido, que defeitos eram esses, o imperfeito faz parte de mim.
Em meio a conflitos e tempestades ressôo uma voz que dizia sobre o defeito estar em quem não sabe e espera por um sonho.
Então percebi que tudo realmente estava acontecendo e não era uma ilusão. Minha mente evoluiu até o supersubconsciente e o tempo não teria parado, mas sim eu estava e minha mente era a velocidade da luz: foi por isso que o tempo não corria, pois eu o havia superado. Não havia cores capazes de se configurar. Eu me tornava o senhor de mim e fui de encontro ao temido ser daquele estabelecimento que minha mente se encontrava.
Chegando-la eu disse a esse ser que jamais eu o teria presenteado com a intenção de comprometê-lo, não fiz esperando gratidão ou algo em troca, mas sim fiz para meu ego.
Eu não seria capaz de te culpar, pois você não teria a obrigação de corresponder aos meus anseios.
Eu não queria o sim, mas sim a razão para o não. Uma razão lógica e não frases feitas que impediram o nosso duplo renascer.
Empunhei a espada e ordenei o confronto, o confronto final e em um só ataque eu me condenei à solidão e vaguei em direção a punição e o senhor dos senhores onipotente, onipresente aplicou o seu castigo e passei a existir apenas no passado como um garoto, um homem, um alguém...

05-11-2002
Guilherme Souza Pinto

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